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Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça
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O Mosteiro Diz a lenda que D. Afonso Henriques doou parte das terras da região de Alcobaça a S. Bernardo em cumprimento da promessa feita quando da conquista de Santarém. Ali os monges erigiram um mosteiro cuja planta reproduz a igreja de Claraval, em França, Casa mãe da Ordem de Cister.
Erigido pelos monges de Cister entre 1178 e 1254, a abadia foi construída à semelhança da casa mãe da Ordem de Cister em Claraval, França. Em Portugal, foi o coração dos conjuntos monásticos cistercienses e um pólo de desenvolvimento nevrálgico durante a primeira dinastia.
Em 1269, os monges cistercienses de Alcobaça deram um passo definitivo na sua consagração histórica, quando iniciaram as primeiras aulas públicas em Portugal. Aqui foi escrita grande parte dos códices medievais portugueses e foi produzida a obra do século XVII "Monarquia Lusitana", o maior estudo histórico sobre Portugal. No Mosteiro de Alcobaça foi ainda formada a primeira farmácia do reino.
A construção do mosteiro dos monges de Cister foi ordenada por D. Afonso Henriques. O monarca conhecia os princípios orientadores destes religiosos e, por isso mesmo, entregou-lhes os Coutos de Alcobaça, cujo domínio chegou a considerar treze vilas e quatro portos de mar.
Em 1833, a vitória liberal na guerra civil provocou a pilhagem do Mosteiro durante 11 dias, e, no ano seguinte, a extinção das ordens religiosas levou o Mosteiro de Alcobaça para hasta pública, onde foi vendido.
Actualmente, o mosteiro está classificado como Monumento Nacional pelo Instituto Português do Património Arquitectónico e como Património Mundial pela UNESCO.
Estas duas classificações estão directamente relacionadas com o facto do Mosteiro Santa Maria de Alcobaça ser dotado de extremo valor arquitectónico e artístico.
O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça é uma referência do gótico nacional.
O conjunto monástico foi o primeiro edifício português a ser construído com influências góticas, tendo sido redecorado e reconstruído nos estilos gótico superior e manuelino ao longo de séculos.
Sendo a maior obra do primeiro gótico nacional, a abadia cisterciense possui cerca de 220 metros de comprimento e é formado por três corpos: a Igreja, cuja fachada atinge os 43 metros de altura; as Alas Norte e Sul, onde se situavam os aposentos dos reis e da corte em visita; e as residências do Abade e dos Monges.
O mais notável monumento do concelho de Alcobaça guarda também entre os seus claustros não só vários capítulos da História de Portugal, como também um precioso património artístico onde se incluem os túmulos de D. Pedro I e D. Inês de Castro, duas obras primas da escultura portuguesa gótica (1360).
É ainda na Igreja, a maior de Portugal, que se encontra a Sala dos Túmulos, que estão depositados os túmulos medievais dos reis D. Afonso II e D. Afonso III, suas esposas e infantes.
Ler Também: Lenda da Fundação do Mosteiro Santa Maria de Alcobaça D. Pedro e D. Inês - Um amor trágico Os Lusíadas, Canto III: |
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